Esse artigo é de uma certa forma, um tipo de continuação do artigo anterior (“Estragar a festa”, onde abordei sobre as expectativas dos novos imigrantes nos últimos anos).
A mente humana – breve introdução
Nossa mente é uma máquina inacreditável onde nós conseguimos “fabricar” (e não escrevi a palavra “produzir” propositadamente), uma série de “fatos” que na realidade não passam de “pseudociência” ou “contos de fadas”, como queiram denomina-los.
Porquê acreditamos naquilo em que queremos (que nem sempre são fatos)? O fato é que o ser humano frequentemente acredita no que quer acreditar ou seja, cria sua própria realidade principalmente quando sente a “necessidade” de cria-la.
A Arte da Decepção é como uma espécie de compra e venda
Foi Richard Feynman (Físico americano, conhecido por seu trabalho na área da mecânica quântica, a teoria da eletrodinâmica quântica etc) quem sabiamente escreveu:
“O primeiro princípio é que você não deve enganar a si mesmo, e você é a pessoa mais fácil de enganar”
É exatamente essa arte da decepção que cria as mentiras da história e quem gosta de história (e não estória) poderá escolher qualquer tema e achar com incrível facilidade, diferentes “fatos históricos” escritos por diferentes “historiadores renomados”.
Mas como é possível? Um fato deveria ser um FATO e não uma interpretação dos fatos ocorridos assim como história deve ser utilizada para narrativas de acontecimentos reais e estória a referência de narrativas ficcionais.
A resposta é que nossa mente pode ser manipulada por terceiros e principalmente por nós mesmos. Um simples exemplo é a “fata morgana” ou fada Morgana (do italiano), em referência à feiticeira meia-irmã do Rei Artur que, segundo a lenda, era uma fada que conseguia mudar de aparência. É um efeito de ilusão de óptica e não uma realidade, porém eu diria que:
Quem quer ver o oásis e ignorar o deserto não terá dificuldade em achar a fata morgana onde queira.
A propaganda e a psicologia
A profissão de psicólogo já não é a mesma fazem décadas e hoje em dia a psicologia de massas é uma profissão com alta demanda. A psicologia é usada até mesma na arrumação de um supermercado e principalmente na mídia que usa a psicologia para criar “realidades” via propaganda.
A propaganda é um conjunto de ações específicas e sistemáticas com o objetivo de divulgar uma crença, religião ou uma ideia. A propaganda é usada como um meio de anunciar determinado assunto, com o objetivo de convencer ou influenciar a opinião do seu receptor.
Como sabemos por fato (!), a humanidade criou vários propagandistas bem-sucedidos, e pelo menos um deles, um verdadeiro monstro, foi infelizmente muito bem-sucedido ajudando o extermínio dos judeus – o ministro da propagando nazista Joseph Goebbels.
A propaganda é usada como arma contra as massas e o principal método de fabricar decepções na nossa mente. Quanto melhor e bem usada a propaganda, mais ela influência a nossa mente.
Mao, Stalin, Hitler, Pol Pot, Idi Amin, Sadam Hussein, Lenin, Gengis Khan, Hiroito, Hernan Cortés, Tamerlão, Nurhaci e outros tantos.
Esses citados acimas são responsáveis pelo extermínio de pelos menos 180.000.000 (cento e oitenta milhões) de seres humanos. Tenho certeza de que vários desses nomes nem são conhecidos pela maioria dos leitores – A memória humana é muito “esquecida” e quando queremos, sofremos de intensa “amnésia” induzida por nós mesmos.
Todos os ditadores e nepotistas usaram a propaganda e creio que o melhor exemplo seria o herói das massas Chinesas, o maior assassino da história que exterminou setenta milhões de seres humanos (a maioria deles chineses), o revenerado líder Mao Zedong que ultrapassou em números, todos os outros assassinos da história.
Mao faleceu fazem mais de 40 anos e ainda é considerado um “herói” para a maior população do mundo, a China. Todos os outros assassinos acima mencionados são considerados simplesmente monstros com exceção de Leopold II da Bélgica que exterminou 10 milhões de Congoleses e ainda é considerado pelos Belgas como um grande “Humanitarista”, mais uma prova que teoria da propaganda de massas funciona até hoje.
Eu diria que a manipulação das massas e a decepção da mente são irmãs gêmeas!
O “crime” de criticar
Muitos seres humanos (inclusive muitos novos imigrantes) vem sofrendo de “alergia aguda” no que se refere a criticar Israel (às críticas dirigidas ao Estado de Israel).
O crime não é criticar, mas sim IGNORAR o que está acontecendo no país onde vivemos. Basta continuarmos a olhar com “hiper benevolência” para o que está errado em nossa volta para sermos cúmplices. Temos a obrigação cível e moral de examinar o que acontece em nosso redor e quando necessário – criticar construtivamente.
“A vida não examinada não vale a pena ser vivida pelo homem” (Provavelmente por Sócrates)
A mídia e a verdade
Não é segredo que a mídia tem um alto poder destrutivo se assim for desejado pelos seus gestores.
É possível trazer jovens a cometer suicídio, é possível trazer comunidades inteiras a calamidade, é possível criar seitas demoníacas. Com a nossa tecnologia (e psicologia), ficou muito fácil marginalizar qualquer cidadão, colocar qualquer ser humano em frente os holofotes da mentira e torna-lo um monstro ou um pária da sociedade, quando na verdade a pessoa é inocente e normativa.
Por outro lado, a propaganda de masas aprendeu a criar “ídolos” que não tem absolutamente nada a oferecer a humanidade, “ilusões”, “governos benevolentes e eficientes”, “líderes exemplares” quando na verdade não são fatos mas sim criações.
A arma da propagando é mais forte que qualquer outra arma existente, como nossos sábios já disseram há muito tempo: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto” (Provérbios 18.21). Não importa se a língua é usada via caneta, lápis ou o moderno teclado, as consequências potencialmente desastrosas serão as mesmas.
A mídia pró Israel e a realidade
Quando a mídia é “cegamente pró Israel” ela deixa de ser objetiva, usando sua própria agenda para divulgar somente o que é sucinto para sua finalidade, tornando-se assim em uma arma propagandista para alcançar sua finalidade, não importa o caminho tomado – o que importa é o alvo somente.
Nos últimos anos, a mídia vem criando uma imagem destorcida de Israel.
Estamos fabricando, comprando e vendendo o maior blefe desde a criação do Estado de Israel – criando a “ISRALALAND” e como é triste viver na La La Land.
Israel de 2019 e o futuro
Nunca na curta história do Estado de Israel, a nação esteve em frente a tantos desafios internos e externos – falarei somente dos internos.
Na próxima década chegaremos ao ponto onde vamos ter que pagar um preço altíssimo para “concertar” o que foi “criado artificialmente” nas últimas tres ou quatro décadas.
Na verdade, quem pagará o preço serão as próximas gerações e estamos deixando para elas um espólio cheio de tragédias.
A lista é longa, mas diria que a ênfase está em tres tópicos principais:
- A falta de balanço entre os tres poderes,
- A inexistência de planejamento a longo prazo em todas as áreas governamentais,
- O perigo eminente de perdermos a identidade do Estado Judeu em Israel.
Os três poderes ou os quatro poderes
Israel continua sendo um dos tres países do mundo sem constituição, continuamos a ceder ao Jurídico, poderes/direitos que na verdade pertencem ao Legislativo e ao Executivo, assim criando uma poder acima dos poderes – O Supremo Tribunal.
Em breve teremos uma nação que vota democraticamente escolhendo seus representantes, mas esses permitem que o poder Legislativo tome as decisões por eles. Paralelamente e muito em breve, vamos ter um Executivo que será não muito mais que uma série de instituições políticas e corruptas.
A sociedade e a identidade judaica
O Estado de Israel está criando mais e mais conclaves dentro do país. Conclaves de russos, conclaves de etíopes, conclaves de “foragidos”, conclaves de mulheres talibãs, conclaves dessa e de outra minoria e até mesmo conclave de brasileiros.
Já existem “Estados” dentro do Estado e a integração está cada dia mais longe de poder ser realizada.
A importação de assimilação por livre vontade (a maioria dos novos imigrantes não são judeus) significa uma verdadeira bomba de tempo.
Finalizando
Não depende de nenhuma outra nação, não depende de nenhum outro povo e nem mesmo da diáspora e cabe a nós o povo que está em Israel a tomar as decisões.
Nossa indecisão e o fato de não agirmos é na verdade um decreto de morte ao Estado Judeu como o conhecemos hoje em dia.
Está na hora de decidir que tipo de governo queremos, que tipo de Estado queremos, que tipo de família queremos e em que tipo de sociedade queremos viver no Estado de Israel nas próximas décadas!

