Maio 2021 e já estamos novamente dentro de uma outra operação militar de defesa. Não estamos falando de guerra porque o parâmetro essencial para uma declaração de CASOS BELLIES (Guerra) é que obrigatoriamente os dois países em conflito sejam países soberanos. O conflito atual no oriente médio é entre Israel, um país soberano e o HAMAS um grupo de terroristas palestinos mulçumanos da faixa de GAZA e não um país soberano.
O conflito entre Árabes e Judeus vivendo em desarmonia no Estado de Israel
A grande diferença nesse conflito é que ele surgiu como uma bolha que vem das Profundezas da água. A bolha aparece de surpresa, com rapidez e das profundidas. É essa bolha que estava dormente fazem setenta anos, é essa bolha é chamada “o conflito árabe judeu no Estado de Israel”.
Estamos tentando nos dois últimos dias achar “culpados”: O governo, os extremistas, a situação econômica, isso ou aquilo, mas a verdade nua e crua é que o conflito entre os árabes e os judeus é como essa bolha que estava escondida e que explodiu na nossa cara. O ódio estava lá, o desentendimento continuava crescendo sendo que a paz nunca foi uma das metas do Nação Árabe.
A vítima e o culpado
O mundo está tentando culpar a vítima, ou seja, o Estado de Israel.
Peço a vocês, estejam aonde estejam para sonhar acordado por um minuto somente. Fechem os olhos e tentem imaginar a cena que para vocês deve parecer surrealista, mas para nós os israelenses, é a realidade do dia a dia.
Você morador do Rio Grande do Sul, chega em casa depois do trabalho, liga a televisão e o que o canal está mostrando é uma quantidade de centenas de foguetes e mísseis que estão sendo lançados digamos do Paraguai ou da Argentina contra o solo brasileiro, contra sua cidade, sua propriedade, matando seus amigos e vizinhos indiscriminadamente, destruindo o que levou anos para construir.
Prédios caindo, crianças em chamas, velhos que não podem correr e procurar abrigo estão no chão depois de atingidos por pedaços de bombas … caos total e não por um dia, mas sim semanas.
Já pode acordar do pesadelo
Isso nunca aconteceria no Brasil ou em qualquer outro país do mundo. Em 24 horas o país atacado estaria totalmente mobilizado e atacando o inimigo até o destruir totalmente.
Acordando do pesadelo
Porque nós, os israelenses temos que ser diferentes? Nossas vidas são menos valorosas do que as dos brasileiros, americanos, chineses ou finlandeses?
Nós queremos acordar desse pesadelo e temos o direito de viver uma vida normal.
Um toque pesoal
Em 1977 imigrei sozinho para Israel com 19 anos de idade. Em 1978 me alistei no exército israelense como combatente e me tornei um “soldado solitário”, e posso dizer a vocês que estava economicamente e fisicamente “sozinho”, mas socialmente tinha muitos amigos das Forças Armadas e na comunidade onde vivia.
Amigos israelenses que me receberam como filho e me acompanharam passo a passo até mesmo depois de ter casado e me tornado oficial do exército. A verdade que a amizade continuou mesmo depois de ter entrado na reserva com mais de 50 anos de idade no posto de Major – para esses amigos eu ainda era o mesmo soldado raso que gosta de ser convidado a uma boa refeição e sempre perguntando se podiam me ajudar em alguma coisa.
Podemos fazer a diferença
Nessa hora difícil não somos “novos imigrantes” e nem tampouco devemos ser “brasileiros em Israel”, mas sim – israelenses pagando o preço pelo ódio e antissemitismo que ressurgiu com grande vigor no mundo inteiro.
Esse é o momento em que devemos dobrar as mangas e sair para procurar quem precisa de ajuda e não esperar que os que precisam de ajudam venham nos procurar. Nada melhor do que começar com os nossos soldados, policiais, corpo de bombeiros, serviços de emergência e toda a comunidade que chamamos de “Forças de Segurança”.
Só não cometa o erro de oferecer ajuda somente a “comunidade brasileira em Israel” porque em momentos de conflitos não existem comunidades. Somos o povo judeu vivendo no Estado de Israel – um povo só.
Nascido no Brasil em 1957, Dr. Tzvi Szajnbrum, advogado, mediador e notário é o diretor e fundador do Grupo Szajnbrum.
Tzvi é um ativista social na área da diplomacia internacional, palestrante na área de segurança e jurídica no Brasil e Israel.
Ao completar 19 anos, deixou o Brasil e imigrou para Israel; serviu no Exército de Defesa de Israel como combatente, alcançando, inclusive, a patente de Major.
Cursou direito na Michlala LeMinhal, Dr. Tzvi se tornou membro da Associação dos Advogados de Israel e hoje, atua como advogado, notário e mediador na área de direito da família em Israel.

