Index:
Antes de tomar a decisão do divórcio:
Depois de tomar a decisão do divórcio:
O que deve fazer depois de tomar a decisão:
O que não deve fazer depois de tomar a decisão:
Mitos populares:
As emoções:
Introdução:
Esse não é um artigo que abrange todos os aspectos do divórcio. Mas aqui encontrará a maior parte de respostas que necessitará para primeira ajuda.
Este documento foi preparado com diferentes finalidades em mente e abrange a maioria dos aspectos do divórcio entre Judeus e não Judeus. A ênfase será no divórcio entre casais em que os dois são considerados Judeus.
Casais mistos ou de outra religião mesmo sem religião, não podem ou não precisam de “Get” do tribunal rabínico. Esse tipo de divórcio é feito no tribunal de família somente.
O divórcio é necessário ou possível mesmo que o casal de Judeus ou não, nunca terem sido “oficialmente” casados. A nacionalidade dos conjugues terá importância somente em caso de serem os dois cidadãos não Israelenses. Neste caso, basta que tenham um filho (a) nascido aqui e de cidadania Israelense para que o caso seja decidido no tribunal de família em Israel.
Esse documento foi escrito no masculino somente para facilitar a escrita do texto.
Antes de tomar a decisão do divórcio:
Você deve se fazer algumas perguntas preliminares antes de tomar a drástica decisão de se divorciar. O divórcio sempre se torna traumático para você, seu parceiro e infelizmente para os filhos (quando você tem filhos com o parceiro e até mesmo filhos de um prévio casamento que também terminou em divórcio).
A seguir um curto guia de questões a serem examinadas antes da decisão de divórcio ser tomada:
1. Será que tenho certeza de estar tomando a decisão correta?
2. Talvez esteja sendo emocional e irracional a ponto de não ser coerente nas minhas decisões?
3. Será que não existe outra opção?
4. Talvez tenha sido influenciado por outros (familiares, amigos-inimigos, situação financeira, boatos que ouvi insegurança etc)?
5. Será que terei uma segunda chance no futuro?
6. Se a razão para o divórcio é “religiosa”, será que procurei respostas para minhas dúvidas? Será que fiz as perguntas corretas a pessoa certas? Ao Rabino que me conhece?
7. Será que estou exigindo do meu conjugue mais do que ele é capaz de dar?
8. O futuro dos filhos será que estou pronto a por o futuro deles em perigo?
9. Meu bem estar? Minha situação financeira no futuro?
10. Finalmente: Qual é minha alternativa? Essa é uma alternativa real?
Não se deixe enganar: Existem limites para tudo na vida.
1. Continuar casado e miseravelmente infeliz, não é solução.
2. Viver sob ameaças, humilhações ou violência físicas e verbais não é uma opção viável em caso algum, seja o que for.
3. Viver sem autonomia não é solução. Você tem o pleno direito de poder tomar decisões na sua vida.
Essas e outras perguntas você tem a obrigação de se perguntar antes de entrar no processo de divórcio.
Depois de tomar a decisão do divórcio:
Do momento em que achou que a única solução é o divórcio, não perca tempo. Cada hora conta cada um de seus próximos movimentos farão diferença e influenciará o processo e assim o resultado do processo.
Seus novos problemas começam aqui e para resolvê-los você obrigatoriamente terá que passar por uma nova serie de problemas e dificuldades (não somente financeiros como também emocionais, técnicos etc). Não se desanime, é o começo de uma era ou o fim do sofrimento.
Não se deixe enganar e não seja pego de surpresa pela atitude de seu cônjugue. Do momento em que ele fique ciente de sua decisão, tudo pode mudar e geralmente você vai descobrir um novo parceiro que nunca conheceu antes. Um parceiro que esta contra você, que só pensa em como tirar de você o máximo e dar o mínimo, um parceiro que só pensa em si mesmo! Você vai ficar impressionada com a mudança de atitude! Vai se perguntar como pode estar casado com uma pessoa desse tipo? A natureza humana é incrível!
É muito comum que o conjugue fuja para o exterior, extravie somas grandes sem que o outro saiba, “perca dinheiro no jogo para poder contar que não sobrou nada”, ponham bens em nome de outros e assim por diante.
O primeiro passo pode ter influência vital no resultado final do processo de divórcio. Seja você a fazer o primeiro passo e faça o passo correto com a maior precisão e a maior rapidez.
O que deve fazer depois de tomar a decisão:
Agora que você já esta sendo auxiliado por um profissional (advogado especialista no ramo de divórcios e não outro tipo de “ajudante”), comece a programar seus passos. Abaixo uma pequena lista de passos que você dever fazer!
1. Aja com rapidez e lembre-se que em Israel o primeiro a abrir o caso já sai vantagem parcial (“Meiruts Samchuioit”).
2. A palavra chave: Sigilo completo! Não conte nada a ninguém, seja cauteloso, não voluntarie informações, não deixe ser pego de surpresa.
3. Cautela e paciência são extremamente importantes. Guarde seus documentos fora de casa. Faça copia de todo e qualquer documento que possa ser usado no futuro.
4. Guarde qualquer gravação, carta, e-mail em lugar seguro, é sempre aconselhável a fazer um backup de seus documentos no computador e mudar senhas.
5. Sendo casados, você pode usufruir dos bens conjugais. Em outras palavras, ainda casados use a conta bancaria de vocês para pagar os custos advocatícios. Depois de entrar no processo, não poderá mais usufruir dos bens conjuntos para pagar essas despesas.
6. Faça um inventário exato dos bens comuns. Procure em documentos, registros, folhas de bancos etc.
7. Jóias e pertences “pessoais” serão divididos. Lembre-se bem desse fato.
8. Anote tudo, mantenha um diário com tudo o que se passa (especialmente coisas estranhas que você ainda não sabe o que significa). Isso poderá ser útil no futuro.
9. É aconselhável fazer um testamento imediatamente (tudo pode acontecer na vida). Lembre-se que em caso de morte seu conjugue terá direito a metade dos bens, automaticamente.
10. Tente chegar a um acordo descente com o outro lado! Acordo que dure e sirva aos dois. Isso evitara guerras futuras.
11. Tenha em mente a necessidade de um plano B em caso de algo sair errado.
O que não deve fazer depois de tomar a decisão:
Excelente, tomou uma decisão. Não é suficiente ainda e agora que você esta pronto tecnicamente, lembre-se que existe outra lista. A lista de erros ou passos que não pode fazer. A baixo uma pequena lista de passos que você não dever fazer! Erros que não pode cometer!
1. Não tente ser seu próprio advogado. Não escute a conselhos de leigos em advocacia e não tente economizar. Você precisará de um bom profissional e sorte. Esse é seu futuro.
2. Não tente mesmo que esteja de total acordo fazer um contrato de separação sozinho. Você pode não precisar de advogado para o caso em si, mas para escrever um acordo de acordo com a lei e que seja aceito pelo tribunal de família, vocês irão precisar de auxilio jurídico.
3. Não assine nada se não estiver com certeza que entendeu o que esta assinando.
4. Nunca tome nenhuma iniciativa contra seu conjugue sem receber auxilio jurídico antes!
5. Não pense duas vezes – em caso de violência procure ajuda imediatamente. Não espere por ninguém e não escute a ninguém. Sua vida e sua saúde estão acima de tudo.
6. “Especialmente para homens: Se você desconfia que a sua conjugue pode usar “o truque do marido violento” contra você”, (queixa falsas na policia etc) – não pense duas vezes e saia de casa.
7. Evite a qualquer custa seja o que for o serviço social. Esse será seu erro mais grave. Não procure ajude antes de consultar um excelente advogado. Não deixem os serviços sociais chegarem perto de você se puder evitar e geralmente você poderá evitar.
8. Não deixe sua conta em débito ou pelo menos não aceite aumentar de forma alguma suas dívidas com o banco (as dívidas serão sempre divididas entre o casal igualmente). Não existem “minhas” e “deles” – os bens como assim as dívidas são comuns entre o casal (meio a meio).
Mitos populares:
Não acredite em mitos e lembre-se que mitos foram criados com certa finalidade. Nos tribunais você vai lidar com as regras, com as leis e não com mitos. Abaixo uma pequena lista contrariando mitos populares.
1. Filhos nascidos fora do casamento, não importam quais as circunstâncias, terá direito de receber pensão alimentícia do pai.
2. A esposa que trai o marido não perde seus direitos automaticamente.
3. Nenhum marido poderá obrigar a parceira a fazer teste de DNA caso acredite e que ela esteve traindo com outro. Mesmo em caso de dúvidas sobre a paternidade da criança!
4. Mesmo que a mulher ganhe mais do que o homem, ainda assim é o pai que pagará pensão alimentícia (só para as crianças). Essas regras estão mudando ultimamente.
5. Pensão alimentícia é para as crianças e não para a esposa. Lembre-se disso.
6. Nem sempre o tribunal rabínico é a melhor estância para o marido. Depende de caso para caso.
7. Não é suficiente abrir um processo no tribunal rabínico. Precisa ser processo de separação de bens, pensão alimentícia etc. Isso ainda poderá ser feito no tribunal de família dependendo do caso.
8. Pela nova lei, mesmo que não tendo ainda Get, (só pode ser obtido no tribunal rabínico), os bens comuns poderão ser divididos e a pensão alimentícia estipulada, mesmo antes do Get!
9. Mesmo com uma cópia do testamento, lembre-se que o conjugue pode ter feito outro testamento posterior em sigilo. O testamento mais recente será o válido. Em caso de morte, o conjugue pode ter estipulado que sua parte (metade) vá diretamente para quem ele decidir (!) ate mesmo uma amante.
10. Advogados não são sempre ruins. Na maioria das vezes é seu melhor amigo na hora de aperto.
As emoções:
Seus maiores amigos nesse processo serão seu advogado sua a racionalidade. Seus maiores inimigos serão: Seu conjugue e suas emoções.
A baixo uma pequena lista de assuntos relacionados com as emoções que terão influência no processo de divórcio.
1. Pense em termos de longo termo e não curto prazo! A vida continua depois do divórcio.
2. Lembre-se sempre que não existe verdade ou justiça absoluta, você vai precisar de certa flexibilidade nesse processo. Não deixe que as emoções te dominem o coração te levar. Vai precisar ser racional e coerente.
3. Casais se separam porque não estão felizes e não para poderem se vingar ou para ficarem mais ricos, ao contrário, geralmente a situação financeira deteriora com a separação e tudo fica mais complicado.
4. Não se deixe enganar por lágrimas de crocodilo. Quanto menos emoções envolvidas maiores as chances de você sair com vantagens.
5. Nunca, porém nunca incite as crianças contra o conjugue. Não importa em que estado emocional você se encontre no momento. Nunca fale mal de seu parceiro com as crianças. As crianças deverão estar fora da arena de luta entre vocês dois. Lembre-se que as paredes têm ouvidos e você não quer que o caso chegue aos ouvidos errados.
6. Não fique deprimida e tente sair da fase de “negação” (não pode ser, não posso estar passando por isso, ele não quer o divórcio, etc). Quanto mais rápido passar por essa faze (que é obrigatória de acordo com a psicologia), melhor para todos.
7. Lembre-se de brincar de vida a partir do momento em que tomaram essa decisão. Como se brinca de vida? Você vive sua própria vida e eu a minha. De agora em diante você cuida de seu bem estar!

