Qual a relação entre a festa de Sukót e uma Aliá bem sucedida?

Você conhece os ARBAAT HAMINIM (quatro espécies): Lulav, Hadass, Aravá e Etrog?
Diversas explicações são oferecidas como motivo para que estas espécies em particular tenham sido escolhidas para a mitzvá de Sukót. O Midrash nota que a associação das quatro espécies simboliza o nosso desejo de unir os quatro “tipos” de judeus que compõem este povo.

Uma alusão é feita se as espécies (ou seus frutos) possuem sabor e/ou cheiro, o que corresponde à Torá e às boas ações. O simbolismo é o seguinte:

O lulav tem sabor mas não tem cheiro, simbolizando aqueles que estudam Torá mas não fazem boas ações.

A hadass tem um cheiro agradável mas não possui sabor, simbolizando aqueles que fazem boas ações, mas não estudam Torá.

A aravá não possui cheiro ou sabor, simbolizando aqueles que não estudam Torá nem praticam boas ações.

O etrog tem sabor e cheiro agradável, simbolizando as pessoas que tem estudam a Torá e também praticam boas ações.

O ato de segurar estas quatro espécies juntas representa a unificação que consiste no objetivo do Todo Poderoso para o povo judeu. O elo representa a conversão de um conjunto de indivíduos em um único povo, mais significativo do que cada elemento, tanto no que se refere à Torá quanto às boas ações; e muito mais merecedor das bênçãos do que cada um por si.

As quatro espécies e o povo que vive em Israel atualmente:

Como estas quatro espécies, a população israelense se compõe de muitas “espécies”. Aqui você poderá encontrar pessoas de todas as esquinas do globo, de todas as tradições, culturas e níveis de educação, sendo que todos coexistem em uma espécie de “semi-harmonia”.

Onde mais você pode ter uma facilidade do Instituto de Seguro Nacional (“Bituach Leumi”) e pedir para ser atendido em Russo, Inglês ou qualquer outro idioma, de modo a ter seu pedido atendido? Onde mais você pode testemunhar um marroquino vendendo pepinos na feira (“shuk”) respondendo a uma senhora russa no idioma dela?

Na verdade o idioma é apenas um dos aspectos. Imagine o que é um novo imigrante, muito bem educado e que estudou o sistema legal britânico, tentando compreender o sistema israelense de registro de imóveis (“Tabu”), o qual foi herdado dos Turcos, passado adiante pelos britânicos e adaptado pelos israelenses – ou seja, uma verdadeira desordem!

E quanto a uma gentil nova imigrante que espera na fila, quando outra pessoa entra na sua frente porque “ela não estava suficientemente próxima do cliente na sua frente”? Pois bem: espera-se que você cole no cliente diante de você, e comentários sobre as novas aquisições serão benvindos…

Onde mais você pode comprar uma Pizza Americana? Na Rua King George, em Jerusalém, perto do Falafel Yemenita e não distante daquele restaurante chique francês.

Pessoas diferentes, mentalidades distintas, comportamentos diversos, mas ainda assim um só povo – um só país. É melhor se adaptar a ele, e não procurar criar uma nova realidade.

Não procure educá-los! Mostre o melhor caminho que puder:

Quantas vezes você já tentou “educar” um israelense? Eu já tentei sem sucesso, então a seguir menciono um exemplo que pode ajudar: Você vê aquele(a) homem/mulher furando a fila na sua frente e isto realmente não deveria acontecer, você então renuncia ao seu lugar? Ao invés de iniciar uma discussão, entre na frente dele(a), dizendo: “Desculpe, você estava certo(a), eu não estava suficientemente perto do próximo cliente, então você pensou que eu não estava na fila”. O que quer que faça está ok, mas não tente educar ninguém – é uma tremenda perda de tempo.

Você deve entender que aqui em Israel será minoria até finalmente se adaptar, se acomodar e sentir que pertence a este país. As pessoas sentem isto; elas saberão que agora você é um deles. Você está sempre se projetando aos outros, ao mesmo tempo que eles procuram entender “quem está diante deles”. Não deixe que pensem que eles são superiores a você ou que assumam o comando, mantenha o controle e não perca a cabeça porque, no momento em que isto acontecer, você terá fracassado!

Fique atento ao que lhe dizem e não à forma como estão falando com você:

Os israelenses podem ser rudes e dizer o que vem à cabeça. Isto não significa que sejam más pessoas, mas sim mostra uma falta de compreensão, parcas habilidades sociais, e nada além disto. Você deve se conformar que assim as coisas funcionam em Israel.

Assim sendo, ao invés de dizer àquele(a) funcionário(a) que ele(a) é rude e mal educado(a), ou jogar alguma frase do tipo “assim um funcionário civil deveria se comportar”, mostre-se chateado e magoado e diga em uma voz calma e lenta: “Estou realmente chateado por sua causa.” E daquele momento em diante até que o interlocutor diga algo, permaneça em silêncio. Garanto que existe uma grande possibilidade de bons resultados.

Você recebeu um contrato para assinar e não entende perfeitamente o significado das palavras:

Isto não deverá acontecer apenas uma vez, mas não se desespere. Lembre-se que não se trata de uma ameaça, você não precisa assinar nada imediatamente. Não há problemas em dizer: “Bem, eu vou assinar o documento mas não faço idéia do seu conteúdo”. Como você(!) eu prefiro estar ciente do que estou assinando, não é um crime pedir um adiamento até que possa lê-lo. É melhor perder uma oportunidade do que assumir riscos desnecessários.

Informação:

Os israelenses se dividem em dois grupos distintos:

O primeiro é o grupo DMI (dou muitas informações). Você faz uma simples pergunta como: “Onde você mora” e a resposta é: “Eu moro em um lindo apartamento na Rua Herzl 28, em Raanana, terceiro andar com vista para o parque…”

O segundo grupo eu chamo de NFP (não faça perguntas), responderia algo do tipo “Por que? Você trabalha para a KGB? Por que se importa? Por que precisa saber?”

Os novos imigrantes em geral se enquadram em algo similar ao primeiro grupo. Aconselho a todos que parem com este hábito, a resposta mais adequada a esta simples pergunta é se limitar a dizer o nome da cidade onde vive.

Conclusão:

Não procure ser uma pessoa diferente do que realmente é apenas com o intuito de agradar ou ser aceito. Ao invés disto, seja você mesmo na adaptação à nova vida e à nova realidade.