Se dirigir embriagado esteja preparado para o teste do “bafômetro”, e caso se recuse a fazê-lo, esteja pronto para uma punição mais severa.
Bebendo e dirigindo em Israel: a realidade
Se você gosta de ingerir bebidas alcoólicas, não beba e dirija. Se insistir nesta conduta esteja preparado para se submeter ao teste do “bafômetro”, tendo em mente que a negativa em fazê-lo poderá resultar em uma punição severa.
Importante:
Se você se recusar a fazer o teste do “bafômetro”, presumir-se-á que está sob o efeito de bebidas alcoólicas! Então, antes de beber e dirigir, pense bem nas possíveis consequências e riscos.
Por que uma pessoa se recusaria a fazer o teste do bafômetro?
A primeira e principal razão é evitar o flagra de estar conduzindo veículos automotores sob o efeito de bebidas alcoólicas, e você é a única pessoa que sabe ao certo se bebeu ou não.
O segundo motivo é o receio de o aparelho não ser suficientemente confiável. Há pessoas que se recusaram a se submeter ao teste porque ouviram ou leram em algum lugar que o equipamento não é suficientemente confiável para fornecer resultados conclusivos, de modo que preferem um exame de sangue.
É justo se submeter a um exame de sangue e se recusar a fazer o teste do “bafômetro”, mas o fato de deixar de fazer qualquer verificação fará com que se considere concretizada a infração de trânsito caracterizada pela condução de automóveis sob a influência de álcool, simplesmente devido ao fato de ter havido esta recusa.
Um caso do Tribunal de Trânsito:
O Sr. Tamir era “um cara esperto”. Quando conduzia seu veículo sob efeito de álcool ele foi parado pela Polícia.
Sr. Tamir, o acusado, não recusou o teste do “bafômetro”, ele soprou dentro do equipamento, sendo que o nível de álcool foi considerado elevado. Consequentemente foi orientado a fazer novamente. Ele repetiu o teste algumas vezes, mas apenas de modo que não pudesse atingir um resultado aceito no tribunal. O policial alertou para que ele parasse de “fazer brincadeiras”, mas ele permaneceu repetindo o teste de forma inadmissível.
Os fundamentos do caso:
O Meritíssimo Juiz de Direito Dr. Tenenbaum determinou (arquivo #009186/08)”a punição deve derivar, entre outras coisas, do nível de intoxicação alcoólica. Para uma punição apropriada, quanto mais elevado o nível de álcool, mais severa a punição deverá ser e vice-versa…”
“Se o Réu se recusar a ser examinado, uma penalidade mais severa deverá ser imposta e ele deverá ser visto como uma pessoa altamente intoxicada.”
Os motivos são:
1) Se não fizermos isto, todos os motoristas altamente intoxicados preferirão não se submeter ao teste, e é inadmissível que eles possam passar por cima do sistema ao se recusarem a cooperar; e
2) Nós devemos tentar assegurar que estes tipos de suspeitos cooperem e que não procurem se eximir da prova de seus atos ilícitos.
A decisão final e as penalidades impostas ao acusado:
O acusado recebeu uma punição severa de 30 meses de suspensão da licença de motorista. Ele também foi multado em 3,000 NIS (em 2008). Consequentemente à suspensão da licença, o Sr. Tamir teria que tirar uma nova carteira de motorista (após o período de suspensão da licença), retomando o procedimento desde o início.
Sejamos sensatos:
Se você quiser ingerir bebidas alcoólicas não dirija, porque uma cerveja já pode ser suficiente para que se caracterize a infração de trânsito.
Além do mais, a recusa em se submeter a um teste de verificação de embriaguez, atualmente, pode ocasionar a perda de sua licença por um período muito mais longo, já que os magistrados não vêm agindo de forma leniente no que se refere a este assunto. Não podemos ainda ignorar o fato de que conduzir veículos embriagado pode resultar em mortes – sua e de outras pessoas! Nós adultos devemos ter uma maturidade e a experiência de vida para tomar a decisão correta e não dirigir sob o efeito de bebidas alcoólicas, embora nem sempre façamos a coisa certa. Já basta o fato de que a maioria dos motoristas embriagados flagrados sejam adultos.
Assim sendo, se nós não podemos tomar a decisão mais adequada, imaginem o quão difícil deve ser para os nossos adolescentes. Podemos concluir, portanto, que tudo depende de uma boa educação e de um estabelecimento de bons exemplos. Nunca desista, continue falando com eles sobre o perigo trazido pela combinação de ingerir bebidas alcoólicas e conduzir veículos automotores, e acima de tudo, procure você mesmo ser um exemplo de prudência!


