Caveat Emptor:
Atenção consumidores: não deixem que os vendedores se escondam por trás de sua falta de conhecimento. Isto significa que vocês devem ter atenção, já que, tudo o que se adquire está, por sua própria natureza, sujeito a todo tipo de defeito.
Este conceito de “caveat emptor”, vindo do latim, se origina do fato de que os compradores frequentemente não têm todas as informações sobre os bens ou serviços que estão comprando ou contratando, ao mesmo tempo que o vendedor ou fornecedor detém uma informação muito mais ampla, utilizada em proveito próprio. Muitos consumidores não sabem nem mesmo como abrir uma caixa para verificar que estão recebendo o que lhes é devido, por isto chegou a hora de os consumidores assumirem o controle, obrigando assim os vendedores a tomarem cuidado com o que se vende ou fornece!
Defeitos nos bens ou serviços podem ser ocultados do adquirente, permanecendo do conhecimento do vendedor apenas. Portanto, o comprador deve estar atento, e zelar pelos seus interesses. Em contraste ao conceito “caveat emptor”, teremos o “caveat venditor”, ou “que o vendedor fique atento”, sugerindo-se que os vendedores também poderão ser prejudicados em transações comerciais. O fornecedor deve assumir sua responsabilidade pelo produto e se abster de fornecer produtos ou serviços de baixa qualidade.
Como assumir o controle? Faça negócios com lojas e fornecedores de serviços que de fato observam as suas garantias, e que realmente o ajudam quando se encontra algum problema.
O que acontece em Israel:
Aqui, como cliente, você deve estar ciente de que quando adquirir qualquer coisa, deverá estar atento. Desconfie. É sabido que a tentativa de cancelar um serviço sempre traz um bocado de dor de cabeça. Você já tentou cancelar um serviço de internet, ou um serviço mensal de envio de água?
Nós temos muitas leis que protegem a pessoa que está pagando por um serviço, mas ainda se espera dos consumidores e adquirentes que compartilhem a responsabilidade. Consequentemente, não se verifica um equilíbrio de fato, de modo que as salas de tribunal raramente serão um local no qual o fornecedor será punido pelo descumprimento de suas obrigações. Felizmente há alguns esforços no sentido de ajudar com sucesso os consumidores a “darem o troco”, principalmente no que se refere ao cancelamento de serviços de comunicação.
A realidade em Israel:
Quando você comprar ou contratar um serviço, deverá estar atento. Seja cauteloso e confie no seu bom senso. O que quer que lhe digam, exija-o por escrito, já que promessas verbais podem não passar de promessas vazias e sem qualquer possibilidade de prova no futuro.
Fique atento quando se tratar de comidas prontas e semi-prontas:
Em Israel as leis nem sempre são colocadas em prática, sendo muitas vezes desrespeitadas. Mesmo quando comprar um sanduíche, ou qualquer comida pronta, você deve poder confiar no seu fornecedor, e lembre-se que o fato de ser kasher não tem qualquer relação com a limpeza.
Na prática a fiscalização sanitária raramente existe em lugares que vendem comidas, fast food e mercearias. Supermercados são imundos, as prateleiras raramente são limpas. O piso é sujo e grudento, e os funcionários “esquecem” de cobrir os cabelos. Isto sem contar com os banheiros, que não seriam os melhores lugares para se visitar.
Os ingredientes nos alimentos também não correspondem à realidade do que se promete. Por exemplo, quando comprar um sanduíche, poderá lhe ser perguntado que tipo de pão você quer; eles lhe oferecerão um “pão preto” (que em geral é uma mistura de farinha comum com açúcar mascavo, para dar a cor). Assim você poderá erroneamente pensar que está comendo algo mais saudável, como a farinha integral.
Você é diabético ou tem alergia a algum alimento? Então nunca coma nada que não possa ter certeza absoluta de que aquele alimento que lhe dá alergia não esteja presente, tal como açúcar, nozes, etc. Quando fôr a um restaurante, acredite apenas no seu instinto caso contrário estará arriscando a vida. As respostas às suas perguntas sobre a comida serão em geral baseadas em um escasso conhecimento do funcionário, que recebe um salário mínimo, e que nada sabe. E a gerência pode dar uma informação errada, apenas para garantir o seu lucro.
Quando o menu afirmar que algo é “fresco”, preste atenção. Restaurantes de carne venderão a você um “kabab fresco”, os quais algumas vezes são deixados desde a noite passada, tendo sido congelados e novamente descongelados, quando retornam à grelha. “Pita fresca” ou “pão fresco” em geral são apenas descongelados no forno de microondas.
Mesmo em lojas grandes e redes de lojas em Israel, lhe será oferecida mercadoria de segunda e terceira categoria (que não é boa suficiente para ser exportada) como se fosse de primeira qualidade, ou como uma barganha.
Abra cada caixa, verifique cada copo, prato ou toalha que venha a comprar, e não apenas a que estiver no topo, mas sim todo o conjunto. Suspeite de “barganhas”. Verifique bem o seu produto antes de sair da loja!
Por que isto acontece?
O único motivo pelo qual os fornecedores agem desta forma é porque eles podem! Eles fazem o que bem entenderem e sair impunes, sem qualquer medida punitiva, de modo que para eles compensa continuar enganando os seus consumidores.
Mas vendedores, fiquem atentos. Seus clientes estão ficando mais espertos, e vocês acabarão tendo prejuízos caso continuem tirando vantagem dos outros.
Um exemplo disto é que atualmente, em Israel, muitas lojas grandes lhe darão um recibo de troca, de modo que caso esteja comprando um presente para alguém, ele poderá ser trocado mediante a apresentação deste recibo, sem maiores perguntas.
A palavra Hebraica “Mivtza’im” tem alguns significados, então não acredite muito nisto. Pergunte a si mesmo se o fornecedor está sendo tão legal com você por cobrar menos por seus produtos.
Leve em conta que não se recebe nada de graça – se quiser, tem que pagar.


