Embora muitos especialistas possam afirmar o contrário, não há novidades na atividades dos bancos em relação ao que acontecia anteriormente ou desde a sua criação. Assim sendo, o objetivo destes continua sendo a obtenção de lucros às custas do seu dinheiro.

Um banco não se baseia em filantropia, mas sim na rentabilidade possível – quanto mais lucros, melhor

Por este motivo não é bom procurar um banco que lhe preste um serviço melhor, que tenha os melhores funcionários, ou que falem Inglês, etc. Neste breve artigo procurarei explicar porque se deve simplesmente procurar um banco que tenha uma filial perto de sua residência, e nada além disto.

Bancos em Israel:

Temos 5 tipos de bancos: Banco Central Único (criado e regulado por lei, como acontece em outros países), bancos comerciais (mischariim), de Hipotecas (Mashkantaot), investimentos (Hashkaot), Desenvolvimento e auxílio (Pituach ve siua).

Além destes é possível se contar com bancos estrangeiros os quais têm permissão para fazer negócios (com filiais específicas) em Israel: BNP Paribas Israel, SBI State Bank of India, Citibank N.A. e HSBC Bank.

Estamos falando de cerca de 23 bancos diferentes, com milhares de filiais pelo país. 16 deles são bancos comerciais e de hipotecas. A lista em Inglês pode ser encontrada aqui: http://www.boi.org.il/en/bankingsupervision/banksandbranchlocations/pages/israelibanks.aspx

Regra número 1:

Não se sinta tentado por expressões do tipo: Sem taxas (“amalot” em Hebraico), nlivre disto ou daquilo, sem juros, etc, já que no dia em que o banco der algo de graça para seus clientes, estará assinando a sua própria sentença de morte. Como bem sabemos, o propósito dos bancos é apenas é obter lucros usando o dinheiro dos clientes.

Regra número 2:

Não acredite que um banco pode oferecer mais do que outro. É possível obter as mesmas condições em duas instituições financeiras diferentes, ou mais. Elas podem variar um pouco, ter nomes diferentes, mas no final das contas serão oferecidas as mesmas coisas. Em Israel qualquer concorrência não passa de uma ilusão – o nosso sistema bancário não se constitui de qualquer concorrência (eu não estou usando a palavra proibida “cartel”)…

Regra número 3:

Se escolher um ou outro banco levando em conta um funcionário que fala Inglês isto pode lhe parecer bom, mas lembre-se que é impossível ter a certeza de que este funcionário em especial continuará naquela função apenas para agradá-lo. Ele pode ser retirado e substituído por outro que não fale aquele idioma.

Devo admitir que eu vejo como uma vergonha o fato de que nós, considerados como um país moderno que não faz parte do terceiro mundo, insistamos em agir com tamanha indiferença quanto à importância do idioma Inglês. Em geral se dá muita ênfase ao Árabe, sendo este idioma considerado como oficial, e o Inglês não. O mínimo que posso afirmar é que, para um país que absorve todos os anos tantos imigrantes, estamos fazendo um péssimo trabalho.

Regra número 4:

Benefícios e condições especiais podem lhe ser concedidos, porém também podem ser revogados sem aviso prévio. O sistema é complicado até mesmo para israelenses que dominam completamente a linguagem, então, para uma pessoa como você, pode ser um pesadelo a obrigação de ver tantas folhas de papel que lhe são apresentadas, por uma pessoa sentada à sua frente, sorrindo e dizendo: “Por favor, assine aqui.”

O Estado de Israel não apóia, ou ao menos não age como se a transparência fosse uma questão crucial, nem no sistema bancário nem em qualquer outra área da vida cotidiana.

Regra número 5:      

Você está em Israel, portanto as regras que você conhece do seu país de origem não se aplicam aqui, por mais isto lhe pareça estranho. O serviço que você recebia e o idioma serão diferentes, utilizando-se o Hebraico e nenhum outro, embora eu saiba que alguns documentos podem vir a ser traduzidos para o Inglês e fornecidos neste idioma.

No entanto, no tribunal apenas uma versão em Hebraico será admitida como prova, de modo que a maioria dos documentos mais importantes não poderão ser redigidos em outro idioma que não o Hebraico.

Sejamos sensatos:

Se não pode vencê-los, junte-se a eles, ao menos tente. Use o Hebraico ao máximo. Você pode aprender os princípios básicos da “linguagem bancária”. Eu diria que não são necessárias mais de 40 palavras para que se possa lidar com o sistema bancário básico.

Leve em conta que, se insistir em tentar aplicar as regras de seu país de origem à força, as chances de ter problemas mais sérios podem aumentar consideravelmente.