Recentemente, tenho sido perguntado sobre assistentes sociais e serviços de assistência social em Israel, então decidi escrever esse “Guia do Principiante” para atender algumas dessas questões.
No fórum, as pessoas se dirigem aos advogados pelo título de “advogado” (em hebraico orech din);
Juízes recebem grande deferência, sendo tratados por “sua honra” (kevodo);
Um psicólogo é chamado de “doutor”;
Mas assistentes sociais não são tratados por nenhum título específico.
Os requerimentos para tornar-se um assistente social são muito mais brandos que os de um psicólogo, advogado ou juiz. Isso é perturbador porque, em Israel, as opiniões profissionais de um assistente social costumam pesar tanto quanto as de um psicólogo, advogado ou juiz. Seu poder não reflete suas reais qualificações.
Como resultado, durante a última década assistentes sociais criaram um poder de facto que nunca lhes foi dado de jure por ninguém. Por essa façanha eles certamente merecem o termo francês, “chapeau”.
Como isso pôde acontecer? Como eles se tornaram tão poderosos? Por que juízes estão constantemente lhes dando poderes que eles não têm, não merecem e não sabem usar devidamente?
Não há nenhuma resposta inteligente que eu possa dar sem pesquisar e entrevistar vários juízes e membros do parlamento. Porém, esse não é o ponto do meu artigo. Meu artigo é sobre como lidar com assistentes sociais no sistema israelense.
Na minha opinião, a melhor forma de lidar com eles é ceder aos seus egos.
O primeiro passo para lidar com um assistente social é não contrariá-lo. Simplesmente assinta com a cabeça continuamente enquanto eles estão falando, o que permite que você admita uma “culpa” sutil sem se incriminar. Eles são assistentes sociais, então aparentemente pensam que estão sempre certos. Então deixe que eles pensem.
Claro que você conhece os seus filhos melhor que qualquer assistente social. Mas eles acham o contrário – e eles sabem melhor. Eles pensam que sabem tudo após só uma ou duas visitas.
Não se esqueça e não desmereça que são vocês que estão criando essas crianças, alimentando-as, amando-as e se esforçando para lhes proporcionar as ferramentas e recursos para se tornarem membros produtivos da sociedade. Vocês as amam quando elas são boas, e continuam amando quando elas se comportam mal. Às vezes isso pode ser difícil.
Assistentes sociais geralmente não sabem o que realmente ocorre na sua casa tão bem quanto você. Mas, infelizmente, você precisa aceitar os seus conselhos, especialmente quando há algum tipo de reclamação sendo examinada pelo serviço social.
Não seja condescendente ou defensivo com eles. Eles crêem que estão ajudando, esse é o seu trabalho. Eles estão lá para descobrir o que está errado. É isso que eles são ensinados a fazer. Se eles encontrarem o erro e vencerem, é como se ganhassem uma pluma no chapéu. Não tire isso deles.
Fique atento! Não conte a eles todos os problemas que você está tendo com seus filhos ou seu cônjuge porque tudo o que você disser pode e será usado contra você no tribunal. Eles manipulam a situação e pintam você como um pai ou mãe inaptos.
Não discuta com eles. Tentar argumentar é perda de tempo, e só vai causar mais sofrimento para você e seus filhos.
Por mais que você queira, não use a mídia social para agredi-los, isso normalmente só prejudica você. Ninguém está interessado nas suas reclamações, e você se tornaria vulnerável a um processo por danos morais.
Tente não ser excessivamente emocional. Não se espera que você seja muito emotivo quando está criando filhos. Espera-se que você seja “calmo, ponderado e compreensivo a todo momento”, independentemente das coisas horríveis que seus filhos, seu cônjuge ou você mesmo fizeram ou foram acusados de fazer. Se você for demasiadamente emotivo a corte pode considerá-lo carente de habilidades básicas de educar crianças, um pai ou mãe inaptos, ou que precisa estar sob supervisão do sistema de assistência social.
Não fique angustiado nem desista. Se você tiver condições de contratar um advogado especializado no campo, contrate, mas não espere até as coisas ficarem desfavoráveis.
Avalie a situação. Se você puder mudar a sua maneira de lidar com as crianças para se “adaptar às recomendações”, então o faça.
Se for possível, “dance conforme a música” para manter o status quo na sua casa.
A regra mais importante é: “Se não pode vencê-los, junte-se eles”, ou pelo menos FINJA.


