Por estarmos vivendo o cotidiano de muitos brasileiros, que tem procurado a Voleh para ajudar a solucionar “n” questões, é bom que leia este artigo, pois pode evitar de você entrar nos erros que muitos cometeram.

Uma pergunta frequente de brasileiro, que mesmo morando em Israel, continua com a mente nos costumes brasileiros.

Como você conseguiu se adaptar, e se tornar um israelense nato? A resposta não é de difícil entendimento, mas de uma ação real. Entrando em um processo de desmitificar, isto é, desnudando a falsa realidade que se vive no Brasil.

Posso responder, pelo que vivi e vivo ajudando outros brasileiros.

O Primeiro passo é você se perguntar e responder. Vim para Israel, vou viver aqui ou no Brasil?

Ou seja, onde a sua cabeça estará? Se fisicamente vai estar no Estado de Israel, no Oriente Médio, convivendo com Judeus, e a sua cabeça ficou no Brasil, você não vai ter um “tempo” fácil aqui. Terá muitas dificuldades em passar pelo processo de assimilação básica israelense.

Seguir vivendo em estado de RECLAMAÇÃO e COMPARAÇÃO o tempo tudo, como vivia no Brasil, o resultado será um desastroso.

Um exemplo Clássico, neste sentido são os vídeos “propagandeiros”, enganosos.

Aconselho que se afaste e não pense que os sorrisos mostrados nesses filmes são a única realidade. A coisa é um pouco mais complicada, por exemplo, achar trabalho implica mais dificuldades e muito mais flexibilidade de sua parte.

Qual é o caminho que você quer escolher?  

Aconselho, ter os olhos e o coração abertos para se integrar a realidade fática. Uma nova dinâmica para fazer a transição intercultural entre o Brasil e Israel, esquecer “mentalidade ” brasileira.

A escolha é sua, sua somente – o preço que pagará por eventual escolha errada, as consequências de uma escolha errada, trará dores e prejuízos a você e a sua família.

O que a Voleh pode orientar você, viver: Brasil OUT, Israel IN: 

Sim, você tem muita chance de adaptar melhor e bem rápido com o sistema do IN &OUT e deve começar com essa adaptação ANTES de pousar em Israel. O melhor conselho é a aprender língua falada no Estado de Israel e estamos falando somente de Hebraico e não “se virar em Inglês ou Espanhol”.

Escutar mesmo aí no Brasil, pelo menos duas horas ao dia rádio e TV israelense mesmo que não entenda nada.

Pare de ouvir e ver palestras e vídeos de gente que vem para Israel e depois de um tempo curto, sem saber nada ainda da realidade integrativa (em Inglês eu diria “The entire Picture”) andam fazendo vídeo, palestrando, como GURO, sem uma base legal.

Eu diria que das dezenas desses que assiste não achei 5%, que tivesse conteúdo de valor. Um monte de “baboseiras”. Afaste, porque pode achar que o conteúdo tem valor.

O que o YOUTUBE tem a oferecer?

Propaganda ou até mesmo anti-propaganda de nível baixo, e sem nada para oferecer fora uma quantidade enorme de ingredientes “telenovélicos” onde o foco será tipo: “brasileiros em Israel”, “vivendo como brasileiro em Israel”, comida brasileira em Israel, música brasileira em Israel, Namorando em Israel, o que tem de ruim em Israel etc.

Os entrevistados (ou as estrelas) na maioria estão aqui faz poucos anos ou vivem em KIBUTZ, em uma comunidade fechada e não são totalmente integrados na comunidade querendo sempre estar com um pé aqui e um acolá!

E você?

Vai seguir o mesmo rumo ou vai querer ser parte integral do dia a dia?

Quanto mais jovem você vem, mais chances de se DESBRASILEIRAR você tem.

Você terá que passar por uma temporada de ANTI-TOXINA brasileira e sair dos sonhos para entrar no sistema Israelense.

Alguns exemplos de vídeo que não devem assistir (a lista é enorme) por ter conteúdo zero ou conteúdo errôneo, conteúdo negativo, não adequado, não realístico.

https://www.youtube.com/results?search_query=brasileiros+em+israel

https://youtu.be/4TqdvCyBVTQ

Ou algo tipo: https://youtu.be/Icj4e04yGdQ

Veja bem que no minuto 1:53 onde a estrela do filme já pode atestar com certeza que “depois de 3 a 4 dias ela entendeu a situação política de Israel”!!!

 

Uma última palavra: 

Não tem nada de errado em ter saudades da comida, da família, da música e sei lá mais de que desde que as saudades não sejam o seu cotidiano e que entenda e aceite que está vivendo outra realidade, outra mentalidade totalmente diferente e que não pode e não deve continuar a reclamar e comparar.