Esse ano esperei até os términos das festividades para publicar o artigo anual da comemoração da criação do Estado de Israel na terra prometida
e não é à toa que uso o termo “prometida”.
Essas últimas 7 décadas foram marcados por uma luta constante contra os inimigos que cercam nosso pequeno Estado e estamos cientes que essa luta não acabou e não vemos a ” Luz ao Fundo do Túnel” ainda não mas temos esperanças.
A luta interna é mais complicada do que a luta externa contra nossos inimigos:
São 7 décadas buscando a formas de unificação e consolidação de uma “Identidade Nacional” uma identidade que agrade a gregos e troianos o que parece uma missão impossível entre religiosos e laicos, árabes e judeus, drusos e cristãos e todas as outras minorias que vivem em pseudo-harmonia em Israel.
As boas notícias:
Quem sabe hebraico e pode entender as diferentes mensagens daqueles premiados esse ano com “PRAS ISRAEL” pode perceber a mensagem quase unanime: Precisamos aprender a conviver juntos, a aceitar ao diferente, ao outro e não acentuar as diferenças que naturalmente existem entre aqueles que vivem em Israel – JUNTOS apesar das diferenças.
Novos imigrantes e comunicação:
Como já escrevi em diversas oportunidades, sem sombra de dúvida o maior problema da imigração é a falta do domínio da língua hebraica e não somente a situação não melhorou como está piorando a cada nova chegada de brasileiros.
Para se comunicar “corretamente”, o ser humano precisa de uma língua mútua e a falta do Hebraico é um problema que por décadas, vem sendo negligenciado pelo Estado e agora vem sendo usado para criar mais e mais “conclaves de brasileiros” em diversas cidades de Israel.
O Hebraico é fundamental e a ferramenta mais adequada para unir gerações de novos imigrantes e nativos. O Hebraico é a única ferramenta capaz de diminuir as disparidades de mentalidade entre novos imigrantes, antigos, futuros imigrantes e os nativos de Israel.
Quanto mais grupos de brasileiros são criados, pior ficará a situação para essa geração de novos imigrantes que dependendo da idade de seus filhos terão problemas até mesmo em se comunicar com seus próprios filhos que cresceram falando hebraico – e não estou me referindo somente a língua como também e principalmente diferença de mentalidade.
Enquanto não tivermos total controle do idioma, enquanto não pudermos entender o que está escrito na manchete de um jornal, entender ao noticiário na TV, ler um simples documento ou até falar com um médico, estaremos limitados e dependentes de outros.
Enquanto não pudermos, de maneira adequada, lidar com tarefas mundanas como ir ao supermercado, ao banco, aos correios, etc., estaremos sujeitos a viver uma vida privada de normalidade. Estaremos impedidos de fazer parte da sociedade e não somente isso como estaremos criando uma dependência com o “conclave”.
O que vai acontecer quando por necessidade precisarmos deixar o GUETO brasileiro?
Eu espero sinceramente, que um dia eu possa publicar meus artigos para todos os imigrantes, em hebraico ao invés de português, mas realmente falando as chances são quase zero.

