Preto e branco – eles combinam?
A pergunta se uma mulher negra não-judia ou homem pode ser feliz vivendo junto com um cônjuge branco me chamou a atenção nos últimos anos.
Este não é um fato teórico, mas sim um fenômeno real que vem acontecendo na sociedade israelense atualmente.
Casamento:
Quando uso o termo “casamento” eu não me refiro à Lei Judaica, já que segundo ela um judeu não pode se casar com um não judeu. Eu me refiro à vida em conjunto (coabitação) em qualquer uma de suas formas. Nestes casos uma tentativa de conversão pode ser uma grande perda de tempo, irreal e sem benefícios práticos.
Seja como fôr, o Estado de Israel dará a estes casais “direitos plenos” como se fossem legalmente casados, ou casados de acordo com a Lei Judaica.
A família tradicional e a família moderna:
Quando digo que Israel está perdendo o conceito de família tradicional ao aceitar a “família moderna”, estou apenas tirando uma conclusão, e não dando a minha opinião pessoal.
Por milhares de anos a família judaica consistia em um homem e uma mulher criando filhos em conjunto, mas este não é mais o caso.
Infelizmente (minha opinião pessoal) nós vemos na sociedade israelense, atualmente, quase todo o tipo de relacionamento, tal como dois homens ou mulheres juntos, adotando crianças, judeus e gentios, árabes e judeus – etc. Existe apenas um tipo de combinação no casamento completamente mal sucedido, que é o casal negro e branco, quando um dos dois não é judeu (este é um fato).
Na verdade há alguns tipos de combinações mal sucedidas tal como árabes e judeus, principalmente se eles vão morar nos territórios. Este problema específico de uma mulher judia que se muda para a área palestina com seu cônjuge é uma questão séria. Isto porque não há como voltar atrás! Mulheres judias se tornam prisioneiras nos territórios, sem qualquer possibilidade de voltar a Israel com seus filhos.
Ainda assim, a pior combinação como escrevi antes é entre os casais compostos de pessoas negras e brancas, quando um deles não é judeu – neste artigo me refiro a estes casais como “casais cinzas”.
A combinação boa e a ruim:
Uma boa combinação é aquela na qual os cônjuges ficam juntos por terem objetivos comuns, uma família que apóia, valores morais em comum, equilíbrio econômico, além de amor e respeito mútuo, obviamente. Sem estes requisitos básicos nenhum casal “normal” pode sobreviver a uma relação duradoura.
Em qualquer relacionamento, a independência econômica da mulher é muito importante, mas em casais cinzas é obrigatória. Em qualquer momento algo pode dar errado e a impossibilidade de a esposa ser independente se torna uma arma mortal nas mãos do outro cônjuge.
Uma família que aceita o casal é importante, de modo que uma família que se oponha e lute contra o relacionamento do “casal cinza” será uma explosão final decisiva para anular qualquer chance de um casal como este permanecer junto.
Crianças:
Muitas vezes o motivo pelo qual “casais cinzas” permanecem juntos por mais tempo do que poderiam suportar são os seus filhos. Eles são o motivo pelo qual tentam se reconciliar. Estes casais ignoram a realidade, e no final das contas pagam um alto preço, especialmente no que se refere à sua independência, sendo que na maioria das vezes as mulheres é que são as vítimas.
Devemos considerar que quase não há chances de uma mulher cônjuge voltar ao local de onde ela veio com seus filhos. Ela terá que ficar em Israel, e por pior que isto possa soar, algumas vezes será expulsa de Israel se não tiver recebido o status permanente ou se fôr ilegal em Israel.
O fato é que nunca ouvi falar de algum caso de um pai que quis levar os filhos ao seu país de origem, de modo que até então trata-se sempre da mãe que procura voltar ao país de origem com seus filhos, sem êxito.
Conclusão:
Eu sei que sempre há uma exceção à regra, e tenho certeza que alguns “casais cinzas” lêem este artigo e se perguntam “Por que Tzvi nunca me disse isto?”
Eu sei que cada casal gostaria de ser uma exceção à regra, de modo que não pretendo ser o pessimista que dirá a eles que não há muitas chances de isto acontecer.
Assim sendo, recomendo a todos que antes de embarcarem em uma aventura, por favor tenham em mente que a realidade em Israel é completamente diferente do resto do mundo.
Procure sempre ser realista, agir racionalmente e manter os pés no chão.


