Este é um artigo prático, uma compilação de diversos artigos que circulam por aí na internet. Cada caso tem as suas peculiaridades, mas aqui procurarei extrair, da minha experiência pessoal, formas de facilitar a sua vida durante o serviço às Forças de Defesa de Israel.

Cidadãos israelenses, novos imigrantes (ou residentes permanentes):

Para esses, o serviço militar não é voluntário, mas sim constitui uma obrigação. O único “desconto” que um novo imigrante pode ter é na duração do serviço militar. Um novo imigrante cumprirá o seu dever cívico de acordo com determinados parâmetros, dos quais nenhum “nativo” israelense poderá dispôr.

Seja realista:

O serviço militar é difícil; não se parece em nada com os filmes, e para um soldado solitário (“Chayal Boded”) e novo imigrante pode ser ainda pior. Se você quer servir ao seu país como soldado das Forças de Defesa mas acha que pode ser incapaz de fazê-lo, informe ao Exército sobre os seus receios. Não omita nada – não é bom fazer isto.

Se você quiser servir por um período de tempo o mais curto possível, de acordo com a legislação vigente, é importante falar com uma pessoa que possa lhe orientar de forma adequada. Você pode contatar a nós ou a MEITAV. Eles podem até sugerir a época certa para você fazer Aliá. O que você jamais deverá fazer: desertar ou deixar de se apresentar para o cumprimento deste dever cívico.

O “Chayal Boded” (Soldado Solitário):

Um novo imigrante que não tem família direta em Israel pode vir a ser reconhecido como Soldado Solitário, e quando este status for reconhecido poderá gozar de considerações especiais e privilégios.

Fique atento:

Não pense que este status especial terá como consequência um nível de exigência menor por parte do Exército – de forma alguma. O oposto pode acontecer; os comandantes podem, erroneamente, vir a ter mais expectativas no que se referir aos novos imigrantes.

O primeiro passo – aqui se inicia o caminho para o serviço militar – Lishkat Hagius:

É no Lishkat Hagius (escritório de alistamento) que se abre a sua pasta. Parece com os filmes, mas neste caso você fará parte do elenco.

Lá o novo soldado passará por entrevistas, testes, exames médicos e um teste psicométrico em hebraico ou outro idioma, dependendo do nível do seu hebraico. Este é o primeiro passo para se ter concedido o status de soldado solitário.

Regras de comportamento:

Este não é para ser um dia prazeiroso, rápido ou instrutivo na sua vida, relaxe e lembre-se de que você não passa de um civil em “território militar”. Este é um dia para “ser desperdiçado”, de modo que vale a pena não “ser respondão”, fazer o que lhe mandarem e não tentar ser “esperto”.

Conte ao Exército sobre você, mencione qualquer condição de saúde da qual pode sofrer, e coloque-se à disposição para responder qualquer pergunta sobre a sua pessoa. Esta é a entrevista mais importante e influenciará em todo o serviço militar.

O BAKUM – agora você é um verdadeiro soldado das forças armadas:

Você receberá um uniforme e armas, e mais importante de tudo, receberá ORDENS; esqueça as expressões “por favor”, “com licença” etc. Eles poderão até mesmo gritar com você, e você deverá apenas se limitar a responder “Sim, senhor” e “Não, senhor”.

Não faça perguntas desnecessárias; estas receberão respostas estúpidas e indesejadas.

Traga consigo a casa inteira se quiser, mas caberá exclusivamente a você carregar todo o peso e ninguém poderá lhe garantir se poderá usar ou vestir qualquer das peças que trouxer consigo. Portanto: escolha o mínimo possível.

Tenha em mente ainda que esta é a sua chance de “consertar” erros quanto ao que você declarou no primeiro encontro (no Lishkat Hagius). Faça isto imediatamente porque você não terá outra oportunidade – a próxima vez poderá ser tarde demais.

Agora você terá não somente um número de identidade militar, uma carteira de identificação militar, um uniforme, etc; você tem o “cheiro” das Forças Armadas. Comece a aproveitar isto e quanto mais tranquilamente lidar com este período, melhor será para você.

Novas responsabilidades e novos desafios:

Certifique-se que tudo o que recebeu serve em você e se encontra em perfeito de conservação. Você pode ser considerado um soldado solitário, mas não está só. Olhe à sua volta, abra os olhos e ouvidos. Procure os israelenses nos quais pode confiar, seja direto. Aborde-os e diga que é um novo imigrante que precisa de ajuda ou orientação. Seja benvindo ao melhor clube das Forças de Defesa – o clube da amizade!

A partir daqui você provavelmente será enviado ao mais significativo, irritante e difícil estágio das Forças de Defesa: o famoso “Curso de Treinamento Básico” – “TIRONUT”. Pense no melhor final de semana que já teve – pois bem, não será nada disto.

Um toque pessoal:

Na qualidade de oficial combatente reservista das Forças de Defesa que liderou centenas de novos imigrantes em campo, soldado solitário, pai de soldado na Força de Elite em tempos de guerra e tio de um soldado que foi morto na Segunda Guerra do Líbano, posso assegurar que a dificuldade em ser pai de um soldado supera a dificuldade do serviço militar para o próprio jovem que se encontra na época de servir às Forças de Defesa.

Sem dúvida é muito mais difícil ser um soldado solitário do que um soldado cuja família resida em Israel. Por este motivo, para que possam vivenciar uma boa experiência novamente sugiro a vocês: façam dos seus companheiros de Exército seus melhores amigos, e rapidamente descobrirão a que maravilhosa nova família passaram a pertencer. Desta forma, o sentimento de solidão não será um problema real.

Boa sorte!