Fazem poucas horas que publiquei um outro artigo (Proporções diferentes, mentalidades diferentes, leis diferentes e a distância não se entendem), e já tenho motivos para publicar mais outro, diferente do anterior porque, consegui manter a cabeça no lugar, a minha calma, minha saúde, minha dignidade e não procurei culpar ninguém, mas sim: solucionar um problema.

Antes de embarcar (hoje) de volta à Israel, fiz um teste de PCR como é obrigatório. O laboratório recebeu a cópia dos meus passaportes. Brasileiro e israelense.

O que enviei foi o passaporte israelense que estava vencido (claro que por engano) e o brasileiro. O teste saiu em cinco horas e recebi duas respostas negativas. Uma com os dados do passaporte brasileiro e outra com o israelense.

“No mundo dos incompetentes”, erros são parte da vida e nesse caso o erro foi do laboratório que não leu a data do meu passaporte israelense e quando deram a resposta com o número do passaporte brasileiro – também erraram em uma letra e tenho dois resultados com erros.

Esse laboratório, exige a cópia do passaporte, para verificar os dados antes de emitir os resultados do exame. Quando recebi o resultado, o laboratório disse que tinha verificado os dados, eu também verifiquei, quatro funcionários diferentes no aeroporto de Guarulhos verificaram, o pessoal de bordo da TAP no avião verificou, a imigração dos dois países verificou, mas somente a segurança na entrada do avião em Lisboa para embarcar para Tel Aviv, foi que viu o erro!

Não me deixaram embarcar, perdi o voo e agora estou em um hotel (que eu paguei obviamente) até o novo voo de amanhã.

O passaporte:

A burrice dos funcionários Portugueses é enorme. O passaporte não é somente um documento de viagem. De acordo com as leis internacionais, o passaporte é um documento de identificação e um documento de viagem. Sendo assim, mesmo com o prazo expirado eu, o portador do documento, continuo sendo eu mesmo e não me transformo em outro cidadão somente porque a data expirou. A minha argumentação foi o mesmo que falar com as paredes. Foi necessário fazer outro teste de antígeno no aeroporto.

Se não foi claro: todos os gastos são pagos por mim.

Sempre tem um outro lado da moeda:

Assim que a pessoa chega no aeroporto em Lisboa, pedem o PCR e se esse se mostra “negativo” como o meu, o passageiro pode embarcar após receber uma pulseira azul como eu havia recebido e está livre para usar as facilidades no aeroporto e até mesmo sair dele.

Sim, estou usando a pulseira de vacinado, passeando em Lisboa, sem que eu esteja com “um teste válido” de acordo com os mesmos que me deram a pulseira. Ninguém entre mais de 15 pessoas que me verificaram, inclusive a imigração daqui pensou nisso; ou o PCR é válido ou não (no meu caso a validade do exame “depende para que ou para quem”).

Sempre temos opções:

Eu tinha duas opções.

Ficar aborrecido, fazer barulho, gritar, reclamar e me comportar como um idiota ou sorrir, engolir o sapo e os gastos ocorridos com a situação e tentar aproveitar o melhor que puder dessas horas em Lisboa.

Optei por agradecer a burrice dos funcionários que me deixam andar livremente pelo aeroporto sem estar com” teste válido”, de acordo com a percepção deles.

Errar é humano mesmo quando mais de 15 pessoas foram incapazes de detectar esse engano e no final eu que tenho que arcar sozinho com os custos por causa dos erros dos outros.

Aprendi minha lição e vou respirar fundo, sorrir e não atacar ninguém – aliás, essa escolha tem sido superprodutiva.