Quanto maiores forem as expectativas, maiores serão as decepções

Aos novos imigrantes que esperam que Israel irá realizar todos os seus sonhos pessoais, atender às suas aspirações religiosas, sua visão de um Estado Judaico ou seja lá quais forem seus sonhos ao fazer Aliá, vocês encontrarão decepções e dores desnecessárias.

 Tenho alguns conselhos simples para seu sucesso:

Ao saírem do Brasil, certifiquem-se de também tirá-lo de dentro de vocês. Deixem o Brasil para trás; (a maior parte) deixem o que estavam acostumados a ter e ser como parte do seu passado, e não do seu presente.

Abracem cada um de seus novos desafios (que serão muitos) e transforme-os em oportunidades.

Aceitem a realidade de Israel e não tentem fazer com que a sociedade israelense se adapte a vocês, pelo contrário: adaptem-se ao modo ser sem deixar de ser você mesmo.

Aprendam hebraico e tentem não falar português. Quanto melhor falar a língua local mais fácil vai ser sua adaptação.

Tentem não julgar a tudo e a todos e sim aceitar o modo diferente dos israelenses e da vida em Israel.

 Rabbi Elimelech Lizensk nos ensina: “Pelo contrário, Permita que nossos corações possam enxergar as boas qualidades dos demais e não as suas falhas, permitindo que todos falemos (e nos relacionemos) um com o outro de forma respeitosa diante de TI, livrando os nossos corações do ódio quanto aos nossos semelhantes…” É obviamente mais simples para nós julgarmos as outras pessoas e ver apenas os seus defeitos e más qualidades, do que procurar o lado bom e positivo dos que nos circundam, e por este motivo precisamos nos esforçar para fazê-lo, por não ser algo “simples e natural”.

Como novo imigrante você deverá aprender a confiar nas pessoas

Não tentem resolver seus problemas com base na sua abordagem porque sem dúvida alguma, esta será a melhor receita para um inevitável desastre.

Vocês terão que permitir aos profissionais desempenharem as suas funções da forma que acharem mais adequada, para que se alcance os objetivos.

O texto a seguir é o melhor exemplo de como devemos confiar no profissional correto e tenho certeza que em caso de doença não iriam procurar um sapateiro, bem como não iriam chamar a manicure ou uma babá para apagar um incêndio, mas sim o corpo de bombeiros.

Quando necessitarem de auxilio no campo jurídico procurem um advogado local, que estudou em Israel e que saiba a língua e as leis deste país.

Eu conheço o Pastor

Era uma vez um ator Shakespeariano famoso por seus monólogos de leituras e citações clássicas. Ele sempre encerrava suas performances com uma leitura dramática do Salmo 23. Todas as noites, sem exceção, quando ele iniciava sua récita – “O Senhor é meu Pastor, nada me faltará…” a plateia o escutava atentamente.

 E então, na conclusão do Salmo, todos se levantavam num aplauso retumbante, manifestando sua admiração pela incrível habilidade do ator em dar vida aos versos. Porém, uma noite, pouco antes de o ator iniciar sua habitual interpretação do Salmo 23, um jovem da platéia falou: “senhor, eu poderia recitar o Salmo 23? ” O ator ficou pasmo ante a solicitação inesperada, mas permitiu ao jovem que subisse ao palco para falar, sabendo que a falta de habilidade do rapaz não seria párea para o seu grande talento.

 Com uma voz suave, o jovem começou a recitar as palavras do Salmo. Ao terminar, não houve aplausos em pé. Não houve aclamações entusiásticas como nas noites anteriores. Tudo o que se ouvia era o som de prantos. A plateia estava tão emocionada com a récita do jovem que havia muita gente com os olhos rasos de lágrimas.

 Espantado com o que presenciara, o ator disse ao jovem: “eu não compreendo; venho recitando o Salmo 23 há anos, tenho uma longa experiência no palco e sempre ensaiei muito – mas nunca consegui comover um público como você fez esta noite. Diga-me, qual é o seu segredo? ” Calmamente, o jovem respondeu: “bem, senhor…o senhor conhece o Salmo…eu conheço o Pastor. ”

 Autor desconhecido