A família Doe fez Aliá há 10 anos atrás do México, deixando para trás não apenas lembranças mas também algumas dívidas, de modo que não poderiam retornar à sua terra natal.

 

Pouco depois de chegarem a Israel o Sr. e Sra. Doe já estavam trabalhando e muito satisfeitos com seus empregos. As finanças estiveram apertadas nos primeiros anos em decorrência das despesas trazidas pelos filhos, mas graças aos seus esforços puderam economizar uma soma razoável para dar entrada na aquisição de uma propriedade imóvel.

 

Eles finalmente encontraram um imóvel que se adequava às suas necessidades e pelo qual podiam pagar, mas ainda se fazia necessário um empréstimo porque o dinheiro que tinham era suficiente para quitar apenas parte do valor da propriedade. Eles também precisariam de recursos extras para reformas.

 

Tratava-se de um apartamento de quatro cômodos no segundo andar de um bom prédio, com uma boa vizinhança, e a escolha os deixou muito satisfeitos.

 

No banco que concedeu a hipoteca pediu-se que preenchessem tantos documentos que eles estiveram a ponto de desistir. Dentre todos estes formulários havia documentos referentes a “seguros”. A família perguntou sobre esta exigência e foram informados que eles deveriam obter um seguro de vida além de um seguro da estrutura do apartamento (“Bituach Mivne“) – o qual cobriria danos ao prédio, mas não aos pertences pessoais.

 

Eles decidiram pedir a amigos indicações sobre este procedimento. Posteriormente acharam por bem adquirir o seguro de uma empresa seguradora independente do banco, que age como intermediária. No intuito de procurarem a melhor oferta pediram ao banco um período de 30 dias para uma busca e efetuação da apólice de seguros, pedido este que foi atendido pelo banco – como se deve fazer se acordo com a legislação. Alguns dias depois disto, porém, a família esqueceu deste seguro.

 

Poucos dias passaram e a família estava relaxando em seu novo imóvel até que ouviram um forte ruído, seguido de gritos e sirenes.

 

Da janela eles não puderam ter uma boa visão do que estava acontecendo lá fora, mas tinham a certeza que se tratava de algo muito sério, e de fato, era muito sério mesmo: Sarah levou o seu cão para passear, como sempre fazia. Ela estava andando na calçada perto do prédio dos Doe, quando uma telha que servia como revestimento se soltou e caiu do terceiro andar, diretamente sobre a cabeça de Sarah e seu ombro.

 

Após dois meses de internação no hospital com uma leve fratura do crânio e uma grave fratura nos ombros, Sarah recebeu alta. Os médicos disseram a ela que levaria ao menos um ano antes que ela pudesse retomar a sua função de professora de dança. O problema se agravou ainda mais devido ao fato que ela exercia esta profissão como professora de dança clássica em seu próprio estúdio, porém agora deveria deixar de trabalhar, sem receber qualquer rendimento por pelo menos um ano – e quem sabe se ela algum dia poderia voltar à sua antiga função?

 

Os problemas legais que os Doe estavam enfrentando:

 

O advogado de Sarah processou todos os proprietários do prédio – um total de doze apartamentos. Um total de quatro empresas de seguros estavam envolvidas, e todos os apartamentos tinham seguros, menos o da família Doe, como nós sabemos.

 

O prédio não estava segurado. Como ocorre com certa frequência, o construtor do prédio (uma empresa de pequeno porte) havia falido antes de dois anos, de modo que a empresa não tinha meios de pagar sua parte dos prejuízos.

 

Na qualidade de proprietários de um imóvel no referido prédio, os Doe são responsáveis por 1/12 avos dos prejuízos (sua parte na divisão da área comum do prédio). Ressalte-se que, quando você adquire um seguro para seu imóvel, este também incluirá a sua parte na divisão das áreas comuns, como o “depósito de detritos”, pátio, etc.

 

Assim sendo, eles terão que arcar com um total de $40,000 a $60,000 em perdas porque a indenização de Sarah certamente será muito elevada devido à sua idade jovem e o extenso dano causado pelo acidente, além de honorários advocatícios e de peritos atuantes no processo.

 

Em um determinado momento Sarah poderá vir a receber alguma verba do Seguro Nacional (“Bituach Leumi“). Se isto acontecer, os Doe poderão ser processados por cada centavo pago a ela (o chamado “direito de sub-rogação“).

 

Todos os apartamentos que estavam segurados receberam um advogado para representá-los, mas os Doe tiveram que arcar com esta despesa de forma pessoal, a qual superou os  $3,000.

 

A solução:

 

Não existe uma solução mágica, os Doe terão que pagar sua parte no final das contas.

 

Como você deve imaginar, eles finalmente aprenderam a lição e adquiriram um seguro, mas isto não os eximirá da necessidade de refinanciar sua hipoteca e pegar um empréstimo extra para cobrir os prejuízos a serem ressarcidos.

 

O que mais poderia acontecer?

 

Imagine se os Doe convidassem os Brown para almoçar. O Sr. Brown está subindo as escadas já que prefere estas ao elevador, e neste ato, subitamente, cai porque o Sr. Faxineiro deixou os degraus completamente úmidos e escorregadios.

 

Neste caso os Doe não estariam cobertos ainda que tivessem o seguro, já que a apólice que cobre este tipo de acidente é a que se refere ao prédio em si, incluindo-se atos de empregados, tais como o Sr. Faxineiro.

 

Então, você acha que vale a pena adiar a aquisição destes seguros?

 

Caso esteja indeciso sobre o tipo de seguro que deve comprar, entre em contato conosco e procuraremos guiá-lo dentro desta “floresta de seguros”.