Se um dia o médico descobrisse que você está seriamente doente e para se salvar você precisa de um rémedio muito especial o que faria? Tomaria esse remédio?
A resposta não é tão simples, e existe um problema: nesta hipótese digamos que existam 2 tipos de medicamento, e você cabe a você a decisão de qual deles pretende utilizar.
O primeiro remédio é baratíssimo, não é ruim de paladar e não tem efeitos colaterais, porém este medicamento não pode trazer a cura, mas sim fazer com que se “sinta melhor” de forma geral, mais aliviado.
O segundo remédio? Este é muito caro, é forte demais e sim, traz diversos efeitos colaterais. Além do mais ele eventualmente mudará a sua vida, seus hábitos e a sua alimentação para que surta algum efeito. No final das contas ele salvaria sua vida, mas seria um tipo diferente de vida.
Importante destacar que a sua vida teria que ser regulada de acordo com as leis deste remédio, de acordo com um alto nível de disciplina própria, enfim, estamos falando de começar do zero com humildade, aprendendo-se a viver bem e muito melhor com esse novo medicamento.
Qual deles você escolheria?
O movimento reformista optou pela primeira opção, e por este motivo, nos primeiros cem anos foi um sucesso. A vida era tão mais simples e tão mais fácil. Tudo ou quase tudo era permitido, não haviam sérias proibições, enfim, era uma forma “light” de remediar entre as leis Judaicas e a nova “trend”.
No entanto, na última década o movimento reformista entrou em coma e está morrendo. Só nos EUA fechou-se mais de 1,000 sinagogas simplesmente porque a última geração desapareceu, e o que eles chamavam de “sinagoga” ficaram totalmente vazias.
Assim sendo, podemos concluir que somente alguém que esteja procurando a cura verdadeira optará pelo segundo remédio e estará disposto a qualquer sacrifício, mas na verdade boa parte das pessoas toma o primeiro, porque é gostoso, fácil e não tem muitas implicações futuras.
A pergunta agora é: Você quer a cura ou apenas se sentir melhor? Se divertir no processo de tomar remédio ou pagar um certo preço para poder se curar?
O preço da cura é caro, eu sei, mas é a única forma de alcançar seu objetivo, de modo que uma atitude diferente não passará de algo como “tapar o sol com a peneira”.
A nova moda é fazer eventos grandiosos que eu chamo de “remédio barato”. A relevância e a efetividade desses eventos nunca foram avaliadas e ninguém esta interessado em saber se mil ou 10 mil mulheres fazendo pão juntas, seja lá que tipo de pão for, terá algum efeito futuro.
A verdade é dura e crua – Não interessa o tipo de eventos e sua grandiosidade. A cura para a doença da diáspora e para a assimilação não vai ser encontrada na diáspora e seja como fôr que a assimilação aconteça, trata-se de uma uma doença terminal, que não tem nenhum remédio que a cure.
É tudo uma questão de tempo: uma, duas ou dez gerações antes de a diáspora se calar para sempre.

