
É muito difícil para os brasileiros que ainda estão no Brasil e para os novos imigrantes, aceitarem o “modo sabra de ser” e por vezes escutei que nós os israelenses somos: ríspidos, mal-educados, insuportáveis, etc. Nesse curto texto eu quero mostrar a outra metade do copo e ela existe.
Tenho consciência de que nós os israelenses, somos considerados meio “grossos”! Mas somos também chamados de “sabras” – como a fruta que cresce aqui em Israel; cheia de espinhos por fora, mas doce por dentro.
Para se desfrutar do doce tem que se passar pelos espinhos, mas sei que nem todos conseguem desfrutar sem se espetar.
Você está em Israel e está sendo recebido de braços abertos
Não pense que essa “recepção” não custa muito dinheiro aos contribuintes israelenses, ao contrário, nos custa uma verdadeira fortuna. Você recebe todos os direitos que um Israelense tem e até mais, sem nunca ter contribuído financeiramente com nada para isso. Considere essa realidade e me acredite que não existe nenhuma outra sociedade ou país no mundo onde isso aconteça – Seja bem vindo.
Assim sendo eu aconselho a que faça das dificuldades encontradas aqui no dia a dia suas novas oportunidades.
Tente não reclamar de tudo e de todos e lembre-se de que está aqui com a finalidade de se integrar na sociedade e por isso não abuse da boa vontade e da hospitalidade dada com amor, carinho e gratuitamente.
Sendo Politicamente Incorreto
Conheço muito daqueles que fazem imigração e voltam para o Brasil depois de uma experiência negativa. Geralmente eles me procuram quando decidem voltar para Israel e tentar de novo, o que infelizmente costuma ser bem difícil, a não ser que se pague um certo preço pelos erros feitos no passado.
Quase todos os erros são reversíveis – seja otimista.
Os problemas mais constantes são
- Dívidas deixadas em Israel (que não congelam e não caducam nunca) *
- Dívidas perante as autoridades de impostos de renda ou “Maam”,
- Dívidas com o “Bituach Leumi” (Seguro Nacional),
- Crimes de diversas espécies, cometidos no território israelense (caducam de acordo com a lei mas são vários anos).
* Essas dívidas crescem dezenas e centenas por cento no decorrer de poucos anos.
Um bom cliente e um bom advogado precisam confiar um ao outro:
Para mim, a coisa mais importante na relação cliente-advogado é sem dúvida a integridade e o resultado final benéfico para o cliente. Nesse quesito minha margem de acertos é infelizmente muito melhor do que meu tacto diplomático e polidez.
Peço mil desculpas desde de já se no futuro cometer alguma espécie de “grosseria” .


